Crescemos sendo orientados da importância da vacinação, nos recém-nascidos até a idade adulta, mas será que sabemos tudo a respeito?Neste texto vamos esclarecer diversas dúvidas e daremos informações extremamente necessárias a respeito desse assunto, continue a leitura abaixo:
A origem da vacina
Tudo começou no século XVlll, quando o médico inglês Edward Jenner utilizou a vacina para prevenir a contaminação por varíola, uma doença viral extremamente grave onde seus efeitos eram febres, dores de cabeça, dores no corpo, lesões na pele e morte.Edward dedicou 20 anos de sua vida aos estudos da doença e como resultado, descobriu que pessoas que se contaminavam ordenhando vacas, da doença de gado, se tornavam imunes á varíola. A doença de gado era chamada cowpox e ela se assemelhava á varíola humana, devido às formações de lesões com pus.Diante dessas observações e estudos, o médico Edward inoculou o pus da lesão de uma ordenhadora que estava com a doença cowpox em um garoto de 8 anos e percebeu que o resultado foi muito bom, já que o mesmo teve uma infecção leve e após 10 dias estava completamente curado. Logo após este episódio, o médico Edward inoculou a varíola e o garoto nada sofreu. Assim, nasceu a primeira vacina da humanidade!Edward Jenner então continuou sua experiência em outras pessoas e em 1798 comunicou a sua descoberta em seu trabalho intitulado “Um inquérito sobre as causas e os efeitos da vacina da varíola”. De início houve uma certa resistência da sociedade, mas logo em seguida ele foi reconhecido. No Brasil, a vacina chegou por volta de 1799, trazida pelo Marquês de Barbacena e logo em 1804 foi criado o primeiro instituto vacínico no país.
Por que a vacina é importante?
A vacina é uma imunização ativa no organismo (quando o próprio corpo produz anticorpos contra a doença), feita da introdução do agente causador atenuado ou inativado, ou substâncias que esses agentes produzem no corpo da pessoa, de modo a estimular anticorpos e células de memória no sistema imunológico.Desse modo, a vacina consegue reproduzir uma resposta imunológica antes mesmo que comece os primeiros sintomas no organismo da pessoa. Evitando grandes epidemias e sendo muito importante na prevenção!É importante afirmar que todas as vacinas são feitas por anos de estudos sérios e que muitas que já são frequentemente usadas vem dando resultados positivos na sociedade há décadas, seja em recém-nascidos, crianças ou adultos, alguns exemplos são:
Vacina da gripe;
Hepatite;
Rotavírus;
BCG;
Febre-amarela;
Tríplice viral;
HPV;
Sarampo;
Rubéola;
E diversas outras!
Mitos sobre vacinas
Infelizmente há muito relatos errados e distorcidos quando o assunto é vacina, e por este motivo, algumas pessoas deixam de se vacinar.Resumindo-se em milhares de mitos a respeito!Um exemplo a se recordar é da revolta da vacina, onde naquele contexto o estado do Rio de janeiro em 1904, estava sofrendo de saneamento básico, com ruas cheias de lixo, tratamento ruim de água, esgoto ineficiente e o pior, uma série de pandemias de doenças.Perante a situação da época, o então presidente Francisco de Paula Rodrigues Alves, tomou algumas providências junto ao médico sanitarista Oswaldo Cruz, iniciando uma série de ações no estado, como remoção dos lixos e tentativas de controlar doenças como a varíola, com a lei da vacina obrigatória. Mas infelizmente a lei não foi bem recebida pela sociedade que já estava descontente, o que gerou alguns protestos e confrontos entre a população com as forças armadas. Ficando para a história este período como a revolta da vacina!Neste período da humanidade ficou explícito as desconfianças e dúvidas em relação à vacinação, por isso a ciência vem provando sua capacidade não só no controle da evolução de doenças, como também desmentindo informações falsas, como essas:
Vacinas não causam autismo!
Esse boato surgiu com um trabalho divulgado que falava a respeito do autismo e a vacina tríplice viral, mas logo após, o próprio autor se retratou assumindo erros metodológicos.
Efeitos colaterais:
Todas as vacinas costumam causar efeitos leves, como febre e dor no local da aplicação. Casos de efeitos colaterais graves são raríssimos!
Grávida não pode tomar a vacina:
Mito, já que grávidas podem tomar diversas vacinas, a diferença que sob supervisão médica.
Hábitos saudáveis não garantem a proteção efetiva:
Sem dúvidas um estilo de vida saudável é fundamental para a saúde, mas não garante que a pessoa vá ter imunidade para aquele vírus determinado.
Doenças erradicadas podem voltar!
O fim de uma doença não é justificativa para não tomar vacinas, pois não é garantido o retorno da mesma, podendo ainda assim retornar vindo de pessoas de fora do país, por exemplo.
Vacina covid-19: eficácia, doses e efeitos:
Segundo dados da OMS, a eficácia das vacinas contra a covid-19 aprovadas para o uso emergencial, são essas abaixo:
Pfizer e BioNTech (Comirnaty): a vacina apresentou 95% de eficácia contra infecção e 100% contra casos graves da doença;
Moderna (Spikevax): a vacina apresentou 94,1% de eficácia contra infecção e 95% contra casos graves da doença;
AstraZeneca (Vaxzevria): a vacina demonstrou eficácia de 63,09% contra a infecção;
Sinovac (Coronavac): demonstrou uma taxa de eficácia de 51% para casos leves e de 100% para infecções moderadas a graves;
Instituto Serum (Covishield): sem relatório oficial da OMS sobre eficácia;
Johnson & Johnson/ Janssen (JNJ-78436735): apresentou taxa de eficácia de 66,9%, sendo que essa taxa variou de acordo com o país onde foi aplicada. Apresenta ainda 100% de eficácia contra casos graves de COVID-19 e hospitalização;
Sinopharm (Vero Cell): demonstrou 79% de eficácia contra o aparecimento da infecção e 79% contra hospitalização;
Baharat Biotech (Covaxin): apresentou 78% de eficácia contra a infecção por COVID-19 e 93% contra infecção grave;
Instituto Serum (Covovax): sem relatório oficial da OMS sobre eficácia;
Novavax (Nuvaxovid): sem relatório oficial da OMS sobre eficácia.
Coronavac: 2 doses, com intervalo de 2 a 4 semanas;
Astrazeneca: 2 doses, com intervalo de 8 semanas;
Moderna: 2 doses, com intervalo de 28 dias;
Pfizer e BioNTech: 2 doses, com intervalo de 8 semanas;
Johnson & Johnson/ Janssen: 2 meses após a primeira dose.
O Ministério da Saúde no Brasil liberou a 3° dose de reforço da vacina contra a COVID para todas as pessoas com mais de 18 anos com intervalo mínimo de 4 meses desde as doses iniciais.As pessoas imunossuprimidas também estarão liberadas a tomar até a 4° dose sendo recomendada que essa dose seja tomada 4 meses após a 1ª de reforço!
Efeitos:
O efeito de proteção da vacina pode demorar algumas semanas, que será o tempo que o corpo terá para produzir anticorpos que vão garantir a imunidade contra o vírus.Em casos de vacinas que precisem da 2 dose, a proteção só será garantida entre 2 a 3 semanas após a 2° dose.
Conclusão:
A vacinação é um avanço da ciência, graças as vacinas muitas pandemias já foram e ainda são controladas! Por isso, é importante ressaltar que todo trabalho científico demanda muito estudo e milhares de testes antes de chegar a aplicação popular, e que devemos buscar nos informar e conhecer melhor o trabalho destes profissionais.Lembre-se, cuidados com a saúde e com a higiene sempre serão bons aliados, mas nem sempre eficazes e muito menos específicos para aquela doença em questão, por isso, vacine-se!
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